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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A primavera árabe na fase atual


http://www.esquerda.net/opiniao/primavera-arabe-na-fase-atual/33789

Não tinha intenção de alimentar discussão, mas durante todo o dia enquanto trabalhava nunca deixei de pensar no assunto.

Sadam, Mubarak, Kadafi, Assad, Salazar e Caetano são ou eram todos do pior que se pode imaginar mas em Portugal bem ou mal, o destino sempre esteve e ainda está nas nossas mãos.

A legitimidade para a revolta dos povos em qualquer região do mundo, é dada pelo direito e pela vontade desses povos a definir o seu próprio rumo, o seu próprio caminho, e não tem nada que ver com o tom da pele que nos casos referidos é provavelmente mais clara que a minha. Aliás o caso do Egito é a prova provada de que a vontade dos povos nestas primaveras conta muito pouco. Estas primaveras são encomendadas e mantidas em ebulição pelos senhores da guerra, pelo imperialismo capitalista e o negócio do petróleo, e só por isso merece a minha indignação. Estes são os meus inimigos políticos e estou convencido de que são também os seus.

Quanto a Patrick Cockburn, tal como o senhor mesmo diz, as botas cardadas são iguais às dos outros jornalistas. Ainda que o fornecedor não seja o mesmo para todos. Quando me refiro à reação de Ângelo Correia acho-a corretíssima e digna de ser divulgada, mesmo sabendo que a cor das cardas das suas botas é muito diferente das minhas.

João Castro

domingo, 24 de agosto de 2014

A primavera árabe na fase atual


http://www.esquerda.net/opiniao/primavera-arabe-na-fase-atual/33789

As primaveras têm tudo para dar certo quando são legítimas, e resultam de organização consciente de um ou vários setores das populações em causa, como aconteceu em Portugal, por exemplo. As primaveras árabes são algo de muito diferente. Elas são o reflexo do muito mau resultado que teve para os americanos, a invasão do Iraque. Ângelo Correia, antigo ministro de Pinto Balsemão, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe Portuguesa e profundo conhecedor do mundo árabe, dizia na RTP no dia em que George W. Bush invadiu o Iraque, que tudo não passava de uma luta pelo controlo do petróleo na região e os Estados unidos só parariam quando tivessem o controlo na Síria e na Líbia. Felizmente, a maneira como a situação global é vista hoje, está a mudar por exemplo assim ou http://www.tomdispatch.com/

João Castro

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Se a memória existe


http://www.esquerda.net/opiniao/se-memoria-existe/33828

Obrigado Mário Tomé por partilhar mais este tesouro. A história deste 25 de Novembro não está suficientemente divulgada. Quem viveu o PREC sabe muito bem que chegados ao ponto a que chegámos agora toda esta deriva teve origem no 25 de Novembro, quem são os responsáveis por isso e quem se serviu e beneficiou dessa golpada. É tempo de deitar cá para fora tudo o que existe que ajude a esclarecer este assunto. A democracia hoje depende disso.

João Castro

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Não concordo com esta discordância


http://www.esquerda.net/opiniao/novo-banco-em-velha-banca/33782

Não concordo com esta discordância. Reconhecendo ao próprio Estado como o expoente máximo em Portugal de ineficiências, corrupção, compadrios, regalias e baixíssima produtividade, penso que seria sempre preferível à ineficiência(como motores da economia), corrupção, compadrios, usurpação de regalias, controlo de mercado, especulação, humilhação("ai aguenta, aguenta"), exploração, fraude, volatilização dos dinheiros públicos(o melhor é ficar por aqui), que é transversal a praticamente toda a banca privada nacional. Quanto à maneira como se faz a supervisão, é só uma questão de pessoas. Existem as que trabalham, e as que nem por isso e em termos de instituições estamos entregues às segundas.

João Castro

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Os campeões da indignação


http://www.esquerda.net/opiniao/os-campeoes-da-indignacao/33749

Espanta-me pouco o facto de continuar a não ver gente suficiente a afastar-se e a denunciar esta novela que nos é oferecida. Infelizmente temos uma classe média que inveja a figura dos ricos, e uma classe trabalhadora tão massacrada que mal consegue garantir o pão para a boca, e é nisso que investe toda a sua energia. Por outro lado, 40 anos depois da revolução, é deprimente a constatação da falta de consciência política da generalidade da população. Quando a atualidade política vem à tona de conversa, as pessoas lamentam a situação, chamam aos atores os piores nomes, mas infalivelmente a conversa acaba com "o que é que se há-de fazer?". "É a vida!" diria o pivot citado por José Gil em Portugal hoje, o medo de existir de 2005. Imprescindível para a compreensão daquilo a que assistimos todos os dias.

João Castro

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Espírito Santo de orelha


http://www.esquerda.net/opiniao/espirito-santo-de-orelha/33739

Quando Carlos Costa foi ouvido na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública indignou-se com os deputados. "Vim agora da Europa e sou elogiado, por todos pela maneira como dirigi o caso BES, chego a Portugal e sou massacrado com criticas por todo o lado."

Já não tenho dúvidas. O homem é ingénuo. Ou então, o que ele queria dizer era:" Arranhem-se todos. Aguenta Vítor que não tarda nada estou aí também."

João Castro

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

BES, resgate e dívida pública


http://www.esquerda.net/opiniao/bes-resgate-e-divida-publica/33674

É verdade! Como sempre, pagam os contribuintes. Aliás basta ouvir o governador do BdP, para se perceber que nada mudou. Quantos bancos mais? Quantos milhares de milhões de euros mais, são necessários perder-se, para que o Banco de Portugal aprenda que a maneira como fiscaliza não é compatível com o mandato que detém. Carlos Costa devia ser processado por usar a mesma desculpa que Victor Constâncio usou no caso BPN, 6 anos e muitos desvarios da banca depois. Na minha modesta opinião, é cúmplice. Muito provavelmente também, o conflito de interesses condicionou o seu trabalho.

Se alguém tem dúvidas quanto a saber sobre quem recai o ónus da restruturação do "Banco bom" deixem lembrar que o fundo de recapitalização da banca criado pelo contrato com a troika, faz parte dos 78 mil milhões que chegaram a Portugal à taxa de juro de 3,25% para os primeiros 3 anos de 26 mil milhões, que passariam depois a 4,25%, aos quais se somam 56 mil milhões a uma taxa de 5,5%. Ora se não ouvi mal, a ministra das finanças avançou que o resgate do "Banco bom" se faria a uma taxa de 2,8% reembolsável num prazo máximo de 2 anos. Sendo assim, não precisamos de chegar à situação de incumprimento para descobrirmos que já estamos a pagar, e muito. Note-se que os 6,4 mil milhões disponíveis neste fundo não podem ser utilizados para mais nada. Embora sendo, não são o mesmo que dívida pública.

João Castro

Despedimentos nos bancos

  Esquerda | Bancários ameaçam com greve geral contra despedimento coletivo no Santander Quando a conversa é sobre despedimentos roem-me os ...