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domingo, 25 de janeiro de 2015

Bora lá atão


http://www.esquerda.net/opiniao/o-murro-de-francisco-e-razoes-das-religioes-ofendidas/35501

Depois de mostrar aqui que é afinal um Ingunurante muito culto, que conhece as teorias da emancipação de Kant ou as neoliberais de Friedman, no seu último parágrafo mostra que não conhece muito bem a obra de DaVinci de que Zé Oliveira um génio da minha terra, ex-alcoólico, exímio jogador de sueca e batoteiro profissional foi um digno seguidor com a aplicação da máxima "Nunca dês trunfos ao adversário".

Se no caso do semanário Charlie a intenção era de criticar o extremismo islamita, isso tem sido feito segundo os "valores" ocidentais que resultou como tem sido mostrado, numa grande mobilização de todo o islão em manifestações que, ainda que na sua maioria não sejam de apoio ao terrorismo, elas são sem dúvida de uma muito violenta condenação da "nossa maneira de ver", afastando cada vez mais o mundo islâmico do mundo ocidental, potenciando o crescimento do extremismo islâmico.

João Castro

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Gosto de maneira geral do artigo


http://www.esquerda.net/opiniao/o-murro-de-francisco-e-razoes-das-religioes-ofendidas/35501

Gosto de maneira geral do artigo, excepto naquilo que é exatamente a base do seu desenvolvimento. Não penso que o Papa Francisco ao utilizar a frase: "não se pode provocar nem insultar a fé das outras pessoas", tenha intenção de marcar um tratamento diferenciado para críticas às religiões. Simplesmente ele é um religioso, "fé" deve ser uma das palavras e conceitos que mais utiliza.

Dir-me-ão que a liberdade de expressão é direito e que tudo e todos têm que se aguentar à bronca. Não penso assim! Paralelamente a este e a outros direitos existe o direito de se sentir ofendido, e as pessoas não se sentem ofendidas todas da mesma maneira. Existem famílias inteiras a praticar nudismo e no entanto se um despido se passeia pela rua o primeiro que se ri é o primeiro a reagir violentamente quando se apercebe que pega a filha pela mão esquerda. Isto quer dizer que a reação não é igual para todas as pessoas, nem sequer é igual para as mesmas pessoas em relação ao mesmo facto, se em condições diferentes.

A arte provoca normalmente nas pessoas, reações de admiração e prazer, mas também por vezes de crítica e é geradora de polémica. No cinema e noutras artes performativas determinados conteúdos são classificados, limitando assim o público que lhe pode aceder. Dizendo-se o cartoonismo uma forma de expressão artística, e neste caso acessível sem limitações de qualquer espécie, sem deixar de ser crítico pode muito bem ser filtrado a nível editorial. Se eu tivesse jeito para desenhar e quisesse criticar a pedofilia na igreja católica, mostrava ser mais inteligente desenhando uma figura do clero a levantar uma ponta da batina enquanto piscava o olho a um rapazinho, do que desenhando cristo e outro rapazinho numa qualquer posição sexual explícita. O Zé-Povinho de Bordalo Pinheiro não precisa de aparecer enrabado para mostrar o que a tróica e este governo nos têm feito.

Milhões de exemplares depois e muitos euros em caixa, o semanário Charlie vai continuar a fazer caricaturas polémicas e os terroristas vão continuar a ter cada vez mais apoio dos muçulmanos não jihadistas.

Quanto ao Papa vai continuar a falar de fé mas neste caso, a importância das suas palavras deve ser transferido para o verbo "insultar".

João Castro

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Charlie, ainda


http://www.esquerda.net/opiniao/dizer-o-que-quisermos-quando-quisermos-como-quisermos/35433

Depois de alguns dias a ouvir falar e a ler sobre o mesmo, decidi-me por um desabafo.

Tenho para mim que o semanário Charlie entrou por um caminho bem mais polémico no aproveitamento da boleia que a comunicação social proporcionou ao sobrevalorizar as caricaturas dinamarquesas e o respetivo after-choque. Fazer cartoons do género virou moda e fez vender muitos jornais, com certeza.

Não nego o direito à liberdade de expressão, mas não deixo de exigir aos cartoonistas exatamente o mesmo que exijo a todos os jornalistas e a todos os órgãos de comunicação social: qualidade na informação, na cultura e no entretenimento. Da mesma maneira que mudo de canal na televisão ou deixo de comprar aquele jornal quando não gosto do que vejo, também deixo de visitar um cartoon se por algumas vezes não lhe conseguir pôr uma legenda, uma interpretação, e isso tem acontecido muitas vezes com bonecos deste género. O cartoon por ser telegráfico na extensão tem necessariamente que ser incisivo, eficaz e por isso mesmo não pode ser estúpido.

João Castro

sábado, 3 de janeiro de 2015

Enzo Perez

 

Enzo Perez

É com certeza uma questão de fé.

Depois de tanto trabalho e tantas alegrias, Enzo Perez trocou Jesus por Espírito Santo

tonho

Despedimentos nos bancos

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