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sábado, 28 de novembro de 2020

Vítor Oliveira

Parece que as pessoas com quem me identifico vão sendo cada vez mais raras. Faleceu Vítor Oliveira quando se sentiu mal durante uma caminhada. A hipótese de ataque cardíaco está em cima da mesa, quando o stress do jogo estava mais longe. Tinha o treinador português em muito boa conta. Também ele era anti-vedeta. Um homem simples que fazia da qualidade do seu trabalho a sua melhor arma. Vítor Oliveira sabia e vivia o futebol como ninguém. Sem espalhafato e de boa comunicação, Vítor Oliveira teria na televisão portuguesa um lugar e um papel muito importante a cumprir se assim fosse seu desejo.

tonho

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Diego Armando Maradona

Morreu Diego Armando Maradona. Também eu sou um admirador confesso daquilo que foi Maradona. Num dia “sem” COVID-19 todas as estações nacionais e internacionais dedicaram longos períodos, ao longo de todo o dia, ao falecimento do astro argentino e não há capa de jornal de hoje que não exalte o génio.

Rever vídeos de Maradona é sempre uma boa forma de passar o tempo relembrando o futebolista excepcional que foi, mas lembrando também o seu lado de pessoa do povo. A maneira como a sua morte toca os argentinos diz muito da maneira como viveu com eles. Maradona era realmente alguém do povo. O anti-vedeta tinha uma relação de muita proximidade com todos, era possuidor de preocupação social que não tem igual em todos os futebolistas de renome pelo mundo fora. Sim ele também assinava camisolas para leilões solidários, mas Maradona denunciava publicamente a miséria dos seus conterrâneos, sem ser eloquente no discurso era incisivo tal como as suas jogadas. Esse lado da vida do jogador raramente foi explorado pela comunicação social e a proximidade que nunca escondeu aos líderes, de esquerda, sul-americanos quando era notícia era apresentada no contexto das suas maiores fraquezas, era aí que se lembravam que Maradona vivia desregradamente e era viciado em substâncias ilícitas e ávido consumidor de álcool.

Hasta la Victoria, Siempre!

tonho

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

UBER e a lei do trabalho.

Durante as eleições para a presidência dos Estados Unidos acontecem em paralelo outras eleições a nível estadual e referendos. No estado da Califórnia , um grupo de gigantes liderados pela Uber e a Lyft gastaram cerca de 205 milhões de dólares em campanha para conseguir alterar a lei que os obrigava a considerar os condutores  dos serviços de passageiros e outros bens, através da app, como seus trabalhadores. Desta forma conseguiram que todos fossem considerados trabalhadores por conta própria com prejuízos significantes principalmente para aqueles que fazem este tipo de serviço a tempo inteiro(mais de 25 horas por semana). Nesta alteração obrigam-se a pagar 120% do salário mínimo, donde os condutores têm que pagar taxas e impostos, e 30 cêntimos por milha percorrida quando a lei geral obriga a 58 cêntimos, segundo o L.A.Times que divulga o alerta.

Note-se que para além de os condutores ficarem com todas as despesas com o seu veículo, onde se inclui a gasolina, o seguro e  manutenção, afastam-nos das organizações de defesa dos direitos laborais como os sindicatos. Para mais ainda, conseguiram incluir nesta alteração uma cláusula de bloqueio futuras mexidas nesta lei, de 7/8 das duas camaras legislativas para aprovar qualquer alteração( maioria de 87% ou seja nunca).

É de salientar que várias outras companhias de outros ramos entraram com referendos do género para reverter outras leis fundamentais do trabalho ultrapassando assim as iniciativas legislativas que obrigam a inquéritos e audições públicas, dando às grandes companhias uma enorme vantagem já que em vez de argumentos válidos só têm que gastar dinheiro numa grande campanha eleitoral com anúncios pomposos na comunicação social.

Assim vai a América mas também assim irá o mundo se não nos pusermos à viva. Basta lembrar a guerra que esta mesmo UBER comprou cá em Portugal e que foi liminarmente rejeitada na Alemanha. E também as guerras que as companhias de aviação low-cost com os trabalhadores portugueses.

João Castro

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Eleições nos EUA

Hoje é dia de eleições nos Estados-Unidos. Finalmente, assim espero, nos livraremos de um dos maiores (in)equívocos da política americana.  Donald Trump provou nestes 4 anos que é não apenas um inadaptado para o cargo de presidente dos Estados-Unidos como um perigosíssimo instigador das maiores ofensas à dignidade humana e integridade social dos seus próprios concidadãos. Trump não apenas desvaloriza coisas tão importantes como a brutalidade policial e perseguição e assassínio dos negros na América, a repressão a famílias inteiras nas fronteiras com separação dos filhos dos pais,  por exemplo, como também fala das e para as milícias supremacistas como parte integrante  do seu próprio entourage. Trump tem tiques de fascista e é motivo de reflexão séria.



É verdade, talvez o equívoco não seja assim tão grande, talvez aquilo a que assistimos agora seja apenas o desenrolar duma estratégia à muito planeada. As organizações racistas criminosas há muito que tiraram o capuz. 

Elas passeiam-se hoje em pleno dia nas maiores cidades do mundo inteiro sem qualquer tipo de acanhamento com o apoio dos senhores da guerra dos quais Donald Trump é a ponta da lança ideal pelo enorme descaramento.

tonho 

Boavista 3 - 0 Benfica


Hoje acordei doente. Sim eu sei todos perdem e o Porto até já leva 5 de atraso mas o que me deixou doente foi o facto de ontem o Boavista jogar com o Benfica exatamente da mesma maneira que o próprio Benfica costuma jogar. A pressionar alto sem deixar a outra equipa respirar. E isso deixa-te doente? Deixa porque a equipa de JJ não tem um antidoto ao seu próprio veneno. Naquele jogo, em que os 22 jogadores pisavam pouco mais do que o grande círculo do meio campo, o aproveitamento do espaço atrás dos defesas foi superiormente aproveitado pelo Boavista e nunca, ou nunca com sucesso, pelo Benfica.

tonho

domingo, 1 de novembro de 2020

A Expulsão de Sérgio Conceição

O FC Porto voltou a perder para a 1ª liga desta vez em casa do Paços de Ferreira na sexta-feira, por 3-2. Sou benfiquista e estou contente por, pelo menos até segunda, o Porto se atrasar em relação ao Benfica, são 5 pontitos. Mas o que me traz a este post não é a derrota do FC Porto e do seu atraso. O que me levou a escrever foi a expulsão do Sérgio Conceição, que se bem me lembro é a 3ª vez que o treinador do FC Porto é expulso esta época. O Sérgio já disse que não gosta de perder e que o clube lhe paga por isso, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, como diria o outro. O Sérgio Conceição faz birra como as crianças quando não lhes dão o que querem e sabem que não podem ter. E isto num homem feito é sem dúvida um problema de psicólogo.

tonho 


Despedimentos nos bancos

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