Pesquisar neste blogue

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Eu não questiono a descida


http://www.esquerda.net/opiniao/plano-v-de-varoufakis/38061

Eu não questiono se a descida de intenções de voto, no Podemos, é de 10% ou de 2%, não subir é preocupante e deve conduzir a uma análise séria da estratégia adoptada. Os meios de comunicação social estão lá como cá e em todo o lado, do lado oposto ao progresso das forças de esquerda e trazer isso à conversa revela falta de melhores argumentos. O podemos conseguiu o maior apoio popular quando trouxe para a ordem do dia a garantia da defesa dos mais desprotegidos e da luta contra a casta no poder. Passar por pouco mais de mudo na questão grega é negar a vertente solidária que vinha em crescendo na Europa e em vários pontos do mundo e anunciar ao seu eleitorado, caso chegasse ao poder, o caminho seguido não seria o do corte com as actuais políticas europeias, adivinhando-se o resto. Poder-se-á argumentar que uma colagem ao Syrisa e à sua luta poderia também resultar mal, mas nesse caso além de manter coerência no discurso guardaria na sua base de apoio o eleitorado de esquerda enquanto mantinha em sentido a casca no poder. "… o poder não teme a esquerda, o poder teme as pessoas e o povo.", as palavras são do próprio Pablo Iglesias e quando o povo luta e resiste da maneira como lutou e resistiu o povo grego, o Podemos entende que lutar sim, mas tanto também não. O meu comentário anterior tem origem num outro que antecipa as palavras de Pablo Iglesias citadas por Miguel Guedes.

João Castro

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O plano V de Varoufakis


http://www.esquerda.net/opiniao/plano-v-de-varoufakis/38061

Tenho pena que o plano A de Pablo Iglesias para a crise grega tenha sido o de não fazer muitas ondas sob pretexto de perder popularidade na Espanha. Ao lado dessa sua afirmação sobre os medos de qualquer vitória negocial do Sirysa, deveria aparecer outra falando dos seus próprios medos em relação a qualquer fracasso negocial do Syrisa. O Podemos que nunca se assumiu como partido de esquerda por opção estratégica acabou perdendo percentagem de possível eleitorado enquanto o Syrisa se mantém forte no que ao apoio popular diz respeito. As negociações gregas terminaram por agora com um recuo em toda a linha de Alexis Tsipras, mas o facto de o Syrisa ter forçado o confronto com o neocolonialismo europeu é de todos os pontos de vista louvável, assim compreendido pelos compatriotas, ensinando que é no vigor da luta que se forja o futuro. Ainda é cedo para se perceber se Alexis Tsipras quebrou ou torceu mas já deu para perceber que o Podemos não foi a jogo.

João Castro

Despedimentos nos bancos

  Esquerda | Bancários ameaçam com greve geral contra despedimento coletivo no Santander Quando a conversa é sobre despedimentos roem-me os ...