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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Semântica e não só


http://www.esquerda.net/opiniao/troika-e-matrioska/35917

Para além da diferença semântica referida, existe uma vitória, nítida, da Grécia nestas negociações, e essa bem mais importante, que ninguém negará. É o facto de conseguir ser ouvida. Independentemente do resultado destas negociações, a Grécia fez parar o comboio da desgraça para que as instituições, mas também os europeus e europeias, tenham consciência de que cada parceiro e cada cidadã ou cidadão europeu tem o direito de ser ouvido e mostrar a sua indignação propondo alternativas concretas.

Saibamos nós compreender a importância desta ousadia e consigamos multiplica-la, hoje a Grécia, amanhã a Espanha, no outro dia as francesas e os franceses e nós também. O poder só muda de mãos quando outras mãos estão disponíveis para o agarrar e mostram na luta do dia-a-dia que o querem fazer.

João Castro

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ele há pessoas assim…


http://www.esquerda.net/opiniao/o-ultimato-grecia-e-ja-nada-sera-como-dantes/35840

Ele há pessoas assim...

A minha avó nunca acreditou que os homens tivessem ido à Lua. Não se pense que ela negava isso por não acreditar na tecnologia da época, Se Deus tinha posto homens na Terra e não os tinha posto na Lua, não eramos agora nós que íamos mudar isso. O meu irmão tinha em João Vale e Azevedo, um ídolo, mesmo depois da sua saída do Benfica e das revelações que foram aparecendo, ainda venerava o homem.

A minha avó agarrada a crenças antigas, não tinha capacidade para se libertar e encarar o mundo novo que tanta confusão lhe fazia. O meu irmão lá foi caindo na real até que se convenceu que o homem era mesmo um escroque.

Dizem os entendidos que o homem inteligente é capaz de rir de si próprio e durante a nossa vida fazemos, por vezes coisas, que mais tarde nos fazem rir pelo ridículo da coisa, outras vezes deixam-nos com um sorriso meio por meio, que acontece quando nos lembramos daquilo que ingenuamente fizemos em determinada altura. Este sorriso não é tão largo porque a ingenuidade anterior nos embaraça, mas em todo o caso, o sorrir faz pensar que conseguimos ultrapassar o facto e enfrentamos melhor o futuro.

Esteves, obrigado por ter comentado. Como deve ter notado o contraponto faz-nos mais fortes, continue pois a visitar e a comentar por aqui, oxalá consigamos em breve sentir nos seus comentários aquele sorriso que o meu irmão mostra quando lhe pergunto por Vale e Azevedo.

João Castro

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Saíu um ultimato e agora?


http://www.esquerda.net/opiniao/o-ultimato-grecia-e-ja-nada-sera-como-dantes/35840

Ainda que a réstia de esperança confirme a regra, o futuro parece decidido. Sabíamos todos que esta solução era uma hipótese com grandes probabilidades de vir a acontecer. O povo grego sabia que esta poderia no final ser a única solução. E agora?

Agora temos que mais uma vez sair em apoio do povo grego e do seu governo. Até á data fatídica do ultimato, temos muito barulho para fazer, mas mais do que todos os outros, a voz que é necessário ouvir hoje é a de Pablo Iglésias. Penso que aquilo que for o resultado deste ultimato, dependerá e muito da atitude de Pablo Iglésias nestes dias. O eurogrupo, a Alemanha e todos os outros não vacilarão se não sentirem que nas próximas eleições (na Espanha) sairá também um governo de rotura.

João Castro


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Pushers


http://www.esquerda.net/opiniao/de-como-puxar-o-ps-para-qualquer-coisa-de-civico/35721

Daniel Oliveira e Rui Tavares são os pushadores. Como é que se pode acreditar que possam puxar o centro mais à esquerda se a sua tarefa anterior foi exactamente puxar a esquerda mais para a direita.

Dizia José Gil que o país vive mergulhado num intenso nevoeiro, onde nada se mostra exactamente como na realidade é. No meio deste nevoeiro movem-se políticos, instituições, partidos, as pessoas comuns têm dificuldade em perceber todas as manobras a que estão sujeitas e para a manutenção desta situação existem aqueles que têm como função adensar o nevoeiro. Daniel Oliveira é o homem do fumo.

João Castro

Despedimentos nos bancos

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