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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Vamos ter cada vez menos informação jornalística


http://www.esquerda.net/artigo/vamos-ter-cada-vez-menos-informacao-jornalistica/33022


Sempre que oiço falar em mais despedimentos começo a pensar que esta coisa nunca mais acaba. No caso destes funcionários de órgãos de informação, 65 jornalistas incluídos, a minha reação não foi tão dramática quanto tem sido noutros casos. Solidarizando-me com todos eles, consigo ainda assim reservar-me um pouco em relação aos jornalistas. A informação jornalística que se perde, é muito importante? Foram estes jornalistas sérios na sua análise àquilo que se tem passado em Portugal desde a revolução?

Cada vez que ouço, vejo e leio, Rádio, Televisão e jornais não consigo perceber como é que pessoas visivelmente inteligentes se deixam manipular e fazer figura de paus mandados dos grandes interesses económicos, quer desvalorizando aquilo que é importante quer trazendo para a ribalta tudo o que se diz e ouve a propósito da necessidade de continuar a espezinhar quem trabalha.

A comunicação social tem sido de uma maneira geral, conivente com os poderes instalados. Se é verdade que os jornais não são dos jornalistas, talvez não seja mentira que quanto mais nos baixamos mais o cú nos aparece. Nos órgãos de informação social desde o 25 de Abril, quantas vezes o jornalismo preferiu a visão dos utentes afetados à visão dos trabalhadores em greve? Sempre. Quantas vezes se apresentaram visões alternativas aos cortes e às políticas europeias e mundiais que nos trouxeram até aqui? Nunca.

Vão ser despedidos jornalistas? Não sei se perdemos assim tanto. O grande sucesso da internet, blogs e redes sociais tem que ver exatamente com a qualidade que não se obtém nos media convencionais.

João Castro

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Não percam tempo com roupa suja


http://www.esquerda.net/opiniao/bloco-e-cdu-diferencas-europeias/32715

Não percam tempo com roupa suja. Utilizem o vosso tempo para acrescentar algo de positivo à vossa capacidade de argumentar e conseguir um debate sério. Sugiro-vos o texto da conferência proferida por Álvaro Cunhal a 21 de Maio de 1993, em Ponte da Barca, inserido no ciclo de conferências e debates promovido pela Câmara Municipal local intitulado «Conversas com endereço». Tema "O comunismo hoje e amanhã" que considero obrigatório para todos aqueles que se sentindo de esquerda não encontram respostas aos problemas dos dias de hoje. Repararão com certeza que até para as questões relativas ao euro e à Europa a resposta está sempre na união de todas as forças.

http://www.dorl.pcp.pt/index.php/obras-alvaro-cunhal-menumarxismoleninismo-107/1941-o-comunismo-hoje-e-amanh-1993

João Castro

terça-feira, 10 de junho de 2014

A situação política atual

A situação política atual é o resultado do pequeno-(neo)burguesismo a que as pessoas de esquerda se encostaram desde a revolução dos cravos. A grande campanha antirrevolucionária liderada por Mário Soares, suportada pelos Estados Unidos e encomendada por Frank Carlucci atirou o país para esta situação onde defender quem trabalha e lutar por direitos é coisa medieval. O PS deixou-se disso há muito tempo. Defende um "Socialismo moderno" "Socialismo em Liberdade" e nem se importa mesmo de se afirmar Social-democrata. A realidade é que o Bloco de esquerda aparece também desta "evolução", os partidos da esquerda revolucionária deram lugar a um movimento que abdicava da reivindicação para poder integrar o sistema. Os altos e baixos da sua popularidade são reflexo exatamente das curvas e desvios para albergar o eleitorado que em teoria daria ao Bloco a hipótese de chegar à zona de governação se nessa altura o PS não tivesse tido maioria absoluta.

Na minha modesta opinião, a esquerda só será alternativa, ou antes, isto só tem alternativa quando assumirmos todos que sem reação voltaremos de novo ao liberalismo de há dois séculos onde o trabalho não era regulado e o direito de quem trabalhava era apenas trabalhar. A luta de classes está aí mais presente que nunca. Quem pensava que podia passar ao lado da reivindicação só porque conseguiu comprar um carro e uma casa a prestações, bem pode começar a dar corda aos sapatos. Era sabido que o abrandamento da luta levaria a esta situação que tem tido como combustível a colaboração pouco da UGT.

Em boa verdade não fosse a coerência e tenacidade do PCP e da CGTP e a situação estaria nos dias de hoje bem pior.

João Castro

Despedimentos nos bancos

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