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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Contra a alternância


http://www.esquerda.net/opiniao/contra-alternancia/33461

Embora pense que este é realmente o grande dilema da esquerda, não tenho intensão de fazer aqui esse debate. Venho apenas lembrar que há décadas que a verdadeira esquerda tenta evitar que as políticas que nos trouxeram até aqui não fossem adotadas pelas consequências que estão à vista, e da parte do PS, o maior responsável pela atual situação quer como autor quer como coautor, a resposta era e é ainda que deste lado estamos ultrapassados que precisamos de nos modernizar ou seja, abandonar a luta. Isto não é rejeitar o PS prioristicamente. Por outro lado quando vemos CGTP e CIP a dizer a mesma coisa não significa nada a não ser que em determinada altura pensam a mesma coisa. Não é difícil isso acontecer por exemplo quando se fala do aumento faseado do salário mínimo que uns e outros concordaram há alguns anos atrás e que hoje ainda é inferior aos quinhentos euros que José Sócrates transformou em 485 e que desde então não foi mexido. Sabendo nós ainda assim que a concordância da CIP neste aspeto tem muito a ver com as contrapartidas propostas pelo governo a propósito por exemplo da contratação coletiva.

Dito isto convém aqui lembrar que a esquerda não rejeita o PS porque é o PS, a esquerda tem obrigação de rejeitar todos quantos não rejeitarem estas políticas de submissão ao grande capital que nos trouxeram até aqui, e mais além prevejo eu. Nesta altura do campeonato a bola está do lado do PS e a charneira está nas suas posições ao memorando da troika, o tratado orçamental e a reestruturação da divida publica.

João Castro

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O Portugal daí explicado daqui


http://www.esquerda.net/opiniao/o-portugal-dai-explicado-aqui/33520

Felizmente ainda lemos muita coisa boa. De vez em quando, por esta ou aquela razão ouvimos dizer que com algum distanciamento, conseguimos enxergar melhor. Aposto que não foi o caso, mas explica com muita clareza o Portugal de hoje. À distância, os nossos talentos são valorizados, as belezas naturais são quadros gravados na memória que se vêm e revêm a cada dia e a emoção acontece quando tentamos mostrar aos outros aquilo que deixámos para trás. Infelizmente fora daqui é possível ver as diferenças e olhar no nosso próprio umbigo e compreender que como sociedade não valemos muito. Somos um povo humilhado, maltratado, achincalhado que não reage senão individualmente e quando já está na última, porque entretanto as contas que fazia era de poder humilhar, maltratar e achincalhar o parceiro do lado. Os portugueses têm vergonha da sua condição e por isso a luta é feita por tão poucos. Tomam como inimigos (políticos) os da sua condição porque se sentem bem olhando para baixo mesmo que já não consigam ver os que têm por cima. Os votos no centrão e o estado atual do país refletem isto mesmo. Obrigado por se fazer ouvir.

João Castro

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Eles são xuxalistas

http://www.esquerda.net/opiniao/daniel-oliveira-e-estrategia-de-condicionar-o-ps/33446

Não consigo perceber como é que se passam anos a criticar posições políticas e de repente para salvar…sabe-se lá o quê, no primeiro passo ao invés de chamar o prevaricador à mudança, prevarica-se também. Quanto mais falam mais se enterram. Como é que isto endireita? Não somos muitos é verdade, mas destes…não fazem falta. Eles são xuxalistas.

João Castro

sábado, 19 de julho de 2014

Contra a alternância


http://www.esquerda.net/opiniao/contra-alternancia/33461

Nem Seguro é homem para fazer a rotura, nem o PS alguma vez deixará que isso aconteça, como se prova com a antecipação de Costa, não vá o diabo tecê-las. A questão afinal está do lado do eleitorado do PS que na sua grande maioria, convencido que vota nos valores de Abril não faz mais do que alimentar esta máquina destruidora da democracia que há mais de trinta anos rouba os sonhos de quem trabalha. A máquina política do PS é de longe aquela que mais tem beneficiado deste desvario. Ao contrário de qualquer outra força política onde de tempos a tempos existem fissuras mais ou menos importantes refletindo as diferentes sensibilidades, normais em agrupamentos elevados, o PS tem sido o aglutinador de todas as fissuras, à sua esquerda e à sua direita já que, sem rumo próprio vai na onda, acomodando-se aqui e ali submetendo-se sempre ao poder vigente, o do grande capital. Como é que a esquerda pode sequer pensar em desviar o PS deste rumo, se isso representaria o fim do seu próprio sustento. O PS em termos políticos não é reciclável. De João Cravinho a Ferro Rodrigues, na hora da verdade não vacilam em dar o seu apoio às políticas que nos têm trazido até aqui. Não me lembro de alguma vez, algumas das vozes que de tempos a outros parecem ser discordantes com o caminho que o PS tem optado para o país, virem sequer a ameaçar com cissões. Se alguma vez alguém no PS tiver a coragem de o fazer, poderá então contar com toda a esquerda para políticas alternativas. E isso sim, seria um grande favor à democracia.

João Castro

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quando a direita acabou de pousar a cabeça sobre o cepo


Quando a direita acabou de pousar a cabeça sobre o cepo. Quando a esquerda tenta construir laços e pontes de entendimento para conseguir ser alternativa de rotura com as políticas vigentes de submissão ao grande capital, aqui e na europa, eis que os heróis saem das revistas de banda desenhada e saltam para a ribalta. Hoje mais do que nunca a esquerda tem que estar unida e isso só acontece com um BLOCO forte e unido também. Desintegrar o BLOCO para possibilitar um governo PS, não é unir a esquerda mas sim fortalecer o centro-direita. O povo português espera agora uma rotura com o capital (ao qual o PS está submissamente ligado) e não o contrário. Qualquer possibilidade de convergência tem imperativamente por base as mudanças de política e de atuação do PS e não da esquerda. A esta cabe reforçar a luta na defesa dos direitos dos trabalhadores e de todas as conquistas do 25 de Abril, que pouco a pouco também o PS tem ajudado a destruir.

As roturas no Bloco de Esquerda, primeiro dando origem ao LIVRE, depois as posições da UDP e do Fórum Manifesto, não são mais do que movimentos oportunistas na espreita de uma oportunidade de "realização pessoal…". As políticas progressistas de esquerda são incompatíveis com os laivos de feudalismo a que temos assistido desde o 25 de Abril. Os lacaios põem-se do lado do poder reinante para salvar a pele ambicionando um titulo ainda que modesto. Este é o mais importante fator para o estado atual das coisas.

João Castro

Despedimentos nos bancos

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