É claro que o financiamento dos partidos tem que ser transparente. O que não se pode é proibir esses mesmos partidos de desenvolverem formas de se auto financiarem. Exigir que os financiamentos venham exclusivamente de cheques ou transferências bancárias, significa dar umas léguas de avanço aos partidos do sistema, aniquilar os partidos mais pequenos, e abrir as portas à promiscuidade, que noutros países levou à revelação de escândalos vários onde o financiamento dos partidos era feito à custa das derrapagens financeiras das obras públicas. Ou alguém acredita que um empresário (seja ele qual for) dê milhares de contos a um partido (seja ele qual for) sem ter a certeza de que esse montante é reposto a multiplicar?
João Castro
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