http://www.esquerda.net/opiniao/contra-alternancia/33461
Embora pense que este é realmente o grande dilema da esquerda, não tenho intensão de fazer aqui esse debate. Venho apenas lembrar que há décadas que a verdadeira esquerda tenta evitar que as políticas que nos trouxeram até aqui não fossem adotadas pelas consequências que estão à vista, e da parte do PS, o maior responsável pela atual situação quer como autor quer como coautor, a resposta era e é ainda que deste lado estamos ultrapassados que precisamos de nos modernizar ou seja, abandonar a luta. Isto não é rejeitar o PS prioristicamente. Por outro lado quando vemos CGTP e CIP a dizer a mesma coisa não significa nada a não ser que em determinada altura pensam a mesma coisa. Não é difícil isso acontecer por exemplo quando se fala do aumento faseado do salário mínimo que uns e outros concordaram há alguns anos atrás e que hoje ainda é inferior aos quinhentos euros que José Sócrates transformou em 485 e que desde então não foi mexido. Sabendo nós ainda assim que a concordância da CIP neste aspeto tem muito a ver com as contrapartidas propostas pelo governo a propósito por exemplo da contratação coletiva.
Dito isto convém aqui lembrar que a esquerda não rejeita o PS porque é o PS, a esquerda tem obrigação de rejeitar todos quantos não rejeitarem estas políticas de submissão ao grande capital que nos trouxeram até aqui, e mais além prevejo eu. Nesta altura do campeonato a bola está do lado do PS e a charneira está nas suas posições ao memorando da troika, o tratado orçamental e a reestruturação da divida publica.
João Castro
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