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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Charlie, ainda


http://www.esquerda.net/opiniao/dizer-o-que-quisermos-quando-quisermos-como-quisermos/35433

Depois de alguns dias a ouvir falar e a ler sobre o mesmo, decidi-me por um desabafo.

Tenho para mim que o semanário Charlie entrou por um caminho bem mais polémico no aproveitamento da boleia que a comunicação social proporcionou ao sobrevalorizar as caricaturas dinamarquesas e o respetivo after-choque. Fazer cartoons do género virou moda e fez vender muitos jornais, com certeza.

Não nego o direito à liberdade de expressão, mas não deixo de exigir aos cartoonistas exatamente o mesmo que exijo a todos os jornalistas e a todos os órgãos de comunicação social: qualidade na informação, na cultura e no entretenimento. Da mesma maneira que mudo de canal na televisão ou deixo de comprar aquele jornal quando não gosto do que vejo, também deixo de visitar um cartoon se por algumas vezes não lhe conseguir pôr uma legenda, uma interpretação, e isso tem acontecido muitas vezes com bonecos deste género. O cartoon por ser telegráfico na extensão tem necessariamente que ser incisivo, eficaz e por isso mesmo não pode ser estúpido.

João Castro

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