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domingo, 7 de março de 2021

PCP 100 anos de luta.

Ladrões de Bicicletas: Vida e Obra (ladroesdebicicletas.blogspot.com)

A história do PCP é indissociável da história dos últimos cem anos em Portugal. As suas regras de funcionamento são muitas vezes apontadas como fonte de dissidência enquanto alguma ortodoxia é fonte de críticas principalmente por quem se diz de progressista, de esquerda, de socialista mas que há muito se esqueceu ou nunca soube o que isso é na realidade, veja-se neste aspecto a realidade do BE (a maioria dos seus militantes).

Quanto ao primeiro aspecto, eu diria que o PCP tem regras e conceitos muito próprios que foram forjados nos tempos mais difíceis da ditadura que foram os pilares da construção do partido e essenciais para a sua sobrevivência e dos quais os responsáveis não quererão naturalmente abdicar. A seu favor eu diria que são mais as nozes que as vozes e que um partido é um partido, ou é coerente ou desaparece e se, como diz, no PCP se pensa, discute, diverge e luta, então o funcionamento não pode ser criticável.

Sem dúvida, há gente que abandona o PCP. Uns apontando um dos aspectos, outros apontando o outro, outros ainda apontando os dois. Na minha opinião a maior parte o faz porque ser comunista trás consigo um estigma recalcado pela traição soarista do verão quente de 75. Tirando aqueles que são agora os piores anticomunistas, os outros são marxistas mas não são comunistas. São leninistas e trotskistas mas não são comunistas.

Parabéns ao PCP. Que resista por muitos anos.

João Castro

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