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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Despedimentos nos bancos

 

Esquerda | Bancários ameaçam com greve geral contra despedimento coletivo no Santander

Quando a conversa é sobre despedimentos roem-me os fígados. Quando esses são despedimentos colectivos por entidades que nadam em lucros de muitos milhões roem-me então também as vísceras e aí fico completamente doente. Mas os bancários, salvo algumas valiosas excepções, são aquela classe dos senhores empregados do banco, lutar por emprego de qualidade com salário digno é coisa para a classe trabalhadora. Aquela classe trabalhadora que faz muito barulho com sindicatos da CGTP que está sempre do contra e não se adapta aos novos tempos da democracia e da economia.
Se nos lembrarmos que os bancários estiveram na origem da criação da UGT e com esta central sindical são directamente responsáveis pelas posições de enfraquecimento da luta dos trabalhadores porque na concertação social assinaram invariavelmente todas as propostas dos governos que nos trouxeram até aqui, aquilo que me apetece dizer desta vez é: "Aguentem-se agora e aproveitem para abrir os olhos".
João Castro

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Os governos desta vida negam OVNI’s (FANU’s) há décadas

Haverá uma razão política para isso?

Este moderno festival de avistamentos do fenómeno OVNI começou há 70 anos. E digo há 70 anos depois do caso de Roswell (Novo México), o caso mais conhecido e badalado, porque existem avistamentos documentados muito antes disso. Se para os primeiros não existiam ainda protocolos implementados para a recolha e comunicação destes casos, naturalmente compreensível, depois a atitude é desprezível.

Pelo número crescente de avistamentos reportados anualmente seria muito fácil perceber que a negação e encobrimento destes casos não poderiam durar muito. Aqui pensam vocês: “bem, durou 70 anos” e eu digo que não, isso não é bem assim. O que vamos testemunhando desde há muito tempo é a brutalização dos milhares que testemunharam algo real e que por vezes sofreram fisicamente com esse contacto e são obrigados a negar essa evidência e fingir que tudo não passou de um sonho. Em alguns casos, militares, polícias e outros elementos de forças da ordem, são tratados como criminosos e ameaçados se voltarem a falar dos seus avistamentos. São conhecidos casos onde são falsificados documentos para negar compensação monetária a militares que sofreram lesões físicas permanentes nestes encontros com OVNI’s (John Burroughs). Nesta matéria, os governos estão a gastar muitos milhões para tratar como crianças as suas populações. Se os OVNI’s nunca ameaçaram as comunidades e nunca existiram casos de ataque às instalações militares que normalmente sobrevoam por que razão os governos tratam estas questões como questões de segurança se quando existe algum risco de segurança eles fazem exatamente o contrário? Ao mínimo sinal de risco a atitude é de enviar ameaças e frotas de guerra com grande aparato. A natureza belicista da economia americana por exemplo, não permitiria que uma ameaça à segurança passasse despercebida e fosse tratada como são estes casos. Só existe uma razão para este tratamento e ela é política. Porquê?

Se estes fenómenos são verdadeiros, e sabemos que são, as civilizações que operam estes “veículos” estão, social e tecnologicamente, séculos ou milhares de séculos à frente da humanidade e pela maneira como vamos tratando a nossa existência podemos até não estar por cá por muito tempo. Parece-me até que eles nos estão avisando desse facto e isso por si só é motivo mais do que suficiente para justificar a sua negação e encobrimento.

Podemos não durar muito porque estamos a queimar os recursos naturais do planeta, literalmente. Podemos não durar muito porque estupidamente utilizamos a ciência para criar armamento matando-nos uns aos outros em vez de cuidarmos do desenvolvimento comum. Podemos não durar muito porque nos exploramos uns aos outros, roubando biliões aos pobres para acumular a riqueza nuns poucos poderosos.

Imaginem agora que aos poderosos da terra foi dito para mudar de políticas usando a ciência para a prosperidade comum e praticar relações de amizade ao nível planetário. Imaginem que aos poderosos foi dito que destruíssem todo o arsenal nuclear. Imaginem que aos poderosos foi dito que reduzissem as forças militares ao mínimo e que os seus enormes orçamentos fossem utilizados para o desenvolvimento social em todo o mundo. Imaginem também que aos poderosos foi dito que respeitassem cada ser humano como seu próprio filho e cada ser vivo como sua própria família. Imaginem agora que aos poderosos foi dito que todas estas medidas seriam em troca de conhecimento e tecnologia providenciada pelos visitantes de que falamos.

A esta hora vocês dizem: ”OK. Isto seria o suficiente para a negação e o encobrimento mas como podes tu pensar que isso seria sequer possível de acontecer? Não seria isso a utopia que negamos há tantos anos também?


Talvez seja! Mas nem todos negamos essa possibilidade. John Lennon Cantava isso há muito tempo.

Alguns dos mais ricos sonham agora com a colonização do espaço. Imaginam-se vocês definitivamente instalados em grandes estações espaciais ou planetas distantes a ganhar um salário que vão gastando com cuidado para não faltar ao fim do mês? Seriam vocês aqueles que veriam os seus parceiros de colónia sobrepor-se à vossa família e explorar brutalmente a vossa força de trabalho e dos vossos filhos para acumular capital tal como aqui na terra?

Eu acredito que não, vocês parecem espertos e boas pessoas. Eu acredito que nenhuma nova sociedade criada por nós terráqueos terá esta configuração. Isto foi um erro de programação e que pode até estar em vias de correção.

Esta utopia pode afinal estar mais perto do que pensamos mas os governos desta vida fazem tudo para nos manter longe disso.

tonho

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Tóquio 2020 já era

Ladrões de Bicicletas: Pretexto olímpico

Tenham cuidado quando no mesmo texto se põe lado a lado a massificação do desporto, a sua democratização, e a contagem das medalhas.

O desporto como bem essencial para o desenvolvimento pessoal e social de cada um e da comunidade como um todo tem que ser disponível para todos e com boas condições para a sua prática quer ao nível das equipamentos (pistas, campos, piscinas, pavilhões, todos os aparelhos que vão junto) quer ao nível dos professores, instrutores, monitores, etc. Isto não tem nada que ver com medalhas. Se na minha opinião os atletas de nível olímpico têm que ser apoiados para poderem desenvolver todo o seu potencial lutar, por medalhas com certeza, pela visibilidade do país, para mim o mais importante é ter muita gente a participar. A quantidade de atletas que são apurados para os Jogos Olímpicos é muito mais reveladora da evolução geral da tal democratização do desporto do que o número de medalhas conquistadas que muitas vezes se decidem por cagagésimos.

João Castro

domingo, 1 de agosto de 2021

Francisco Seixas da Costa não se indigna com os gastos extra espaciais de Jeff Bezos. Como poderia? Não queremos todos ser como eles?

Porno-riquismo falocêntrico

Caro Francisco Seixas da Costa, em linguagem serena deixe-me dizer-lhe que o facto de o dinheiro dessas pessoas ter sido conseguido de forma legal e os impostos terem sido cumpridos não deve ser satisfatório para validar do ponto de vista da justiça social todos os excessos destas pessoas.

Amazon had to pay federal income taxes for the first time since 2016 — here’s how much

Amazon had sales income of €44bn in Europe in 2020 but paid no corporation tax

Amazon founder and CEO Jeff Bezos paid a true tax rate of 0.98% as his wealth grew by a staggering $99 billion between 2014 and 2018; he reported just $4.22 billion in reported income during the same period.

Como pode observar nas ligações acima, aquilo que naturalmente também sabe, o que é pedido a cada um em termos de impostos não é igual para todos. Ainda que estas coisas sejam do conhecimento público vale sempre a pena dar uma vista de olhos. Serenamente ainda, a crítica é mais do que natural e a pessoas com a sua responsabilidade e imagem ficaria muito bem o aplauso à crítica em vez da tentativa de cobertura das desigualdades.

João Castro


domingo, 7 de março de 2021

PCP 100 anos de luta.

Ladrões de Bicicletas: Vida e Obra (ladroesdebicicletas.blogspot.com)

A história do PCP é indissociável da história dos últimos cem anos em Portugal. As suas regras de funcionamento são muitas vezes apontadas como fonte de dissidência enquanto alguma ortodoxia é fonte de críticas principalmente por quem se diz de progressista, de esquerda, de socialista mas que há muito se esqueceu ou nunca soube o que isso é na realidade, veja-se neste aspecto a realidade do BE (a maioria dos seus militantes).

Quanto ao primeiro aspecto, eu diria que o PCP tem regras e conceitos muito próprios que foram forjados nos tempos mais difíceis da ditadura que foram os pilares da construção do partido e essenciais para a sua sobrevivência e dos quais os responsáveis não quererão naturalmente abdicar. A seu favor eu diria que são mais as nozes que as vozes e que um partido é um partido, ou é coerente ou desaparece e se, como diz, no PCP se pensa, discute, diverge e luta, então o funcionamento não pode ser criticável.

Sem dúvida, há gente que abandona o PCP. Uns apontando um dos aspectos, outros apontando o outro, outros ainda apontando os dois. Na minha opinião a maior parte o faz porque ser comunista trás consigo um estigma recalcado pela traição soarista do verão quente de 75. Tirando aqueles que são agora os piores anticomunistas, os outros são marxistas mas não são comunistas. São leninistas e trotskistas mas não são comunistas.

Parabéns ao PCP. Que resista por muitos anos.

João Castro

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021


Diz à nova administração dos EUA

Acabem com as sanções económicas em face da pandemia global da COVID-1

 

Take action and sign the petition - click here!


To: President Joe Biden, Vice President Kamala Harris and all Members of the U.S. Congress

We write to you because we are deeply concerned about the impact of U.S. sanctions on many countries that are suffering the dire consequences of COVID-19.

The global COVID-19 pandemic and global economic crash challenge all humanity. Scientific and technological cooperation and global solidarity are desperate needs. Instead, the Trump Administration escalated economic warfare (“sanctions”) against many countries around the globe.

We ask you to begin a new era in U.S. relations with the world by lifting all U.S. economic sanctions.

U.S. economic sanctions impact one-third of the world’s population in 39 countries.

These sanctions block shipments and purchases of essential medicines, testing equipment, PPE, vaccines and even basic food.  Sanctions also cause chronic shortages of basic necessities, economic dislocation, chaotic hyperinflation, artificial famines, disease, and poverty, leading to tens of thousands of deaths. It is always the poorest and the weakest – infants, children, the chronically ill and the elderly – who suffer the worst impact of sanctions.  

Sanctions are illegal. They are a violation of international law and the United Nations Charter. They are a crime against humanity used, like military intervention, to topple popular governments and movements.

The United States uses its military and economic dominance to pressure governments, institutions and corporations to end all normal trade relations with targeted nations, lest they risk asset seizures and even military action.

The first step toward change must be an end to the U.S.’ policies of economic war. We urge you to end these illegal sanctions on all countries immediately and to reset the U.S.’ relations with the world.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Bruxelas quer trabalhadores da Uber e de outras plataformas com direitos laborais

Depois do meu post, UBER e a lei do trabalho nos EUA de 6/11/2020 eis que a União Europeia decide tomar posição sobre os trabalhadores ligados às plataformas digitais. Diz o comissário europeu do Emprego e Direitos Sociais Nicolas Schmit, que quando uma pessoa trabalha para ou através de uma plataforma não deve ser colocada numa situação em que a proteção social ou os direitos laborais básicos não se aplicam. Tem carradas de razão o comissário. Eu não tenho problema nenhum em admitir que os trabalhadores se queiram sentir como trabalhadores independentes, mas independentes ou não continuam a ter direito às proteções sociais, fundo de desemprego, subsídio por doença ou acidente e por isso estes trabalhadores têm o direito e o dever de contribuir para os regimes gerais de segurança social, exigindo das companhias a que estão ligadas o rendimento mínimo compatível com o nível de vida a que aspiram e o cumprimento destas contribuições.

Já no que diz respeito às companhias detentoras destas plataformas a questão não é assim tão simples. Todos concordamos que estas companhias têm a obrigação social de contribuir para o regime geral da segurança social, o absurdo era isso não acontecer e a EU está a trabalhar para o garantir. Mas esta questão está intimamente ligada à questão da responsabilidade social das grandes empresas como estas e as de alto empenho tecnológico como também as financeiras, que sendo as de maior rendimento e o lucro se conta aos biliões, são comparativamente as que menos contribuem devido à sua menor utilização de mão-de-obra. Ou seja, estas companhias que são as maiores usurpadoras de riqueza são as que menos contribuem para o bem-estar geral quando contribuem apenas pelo número de empregados que têm nos seus quadros.

O que se espera é que a União Europeia aproveite esta boa vontade de rever o problema das plataformas numa visão mais alargada da questão das suas políticas de solidariedade social, tendo isto em conta, como se vem pedindo há muito.

João Castro

Despedimentos nos bancos

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