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domingo, 4 de julho de 2010

Hotel Babilónia

Porque a essa hora me desloco de automóvel com o meu filho de 15 anos, sou um ouvinte incondicional do Hotel Babilónia da Antena 1, pela música, pelo ambiente e também pelo contraditório de personalidades dos dois.

As viagens que o programa nos proporciona através da música, obrigam-me a fazer paralelos com a música que o meu filho ouve, sendo esses momentos didáticos, que ele a cada semana vai aprendendo a não rejeitar.

Mas esta mensagem tem um outro propósito, e esse tem que ver com a opinião expressa pelos dois acerca do imbróglio PT/Telefónica/Vivo. De maneira nenhuma fiquei surpreendido, com a opinião do Pedro. Ele tem manifestado várias vezes ser um homem liberal (neoliberal?) para quem a vidinha vai correndo bem, quem estiver mal que se queixe, desde que…e essa tal vidinha não sofra muito com isso, como com as manifestações da Avenida da liberdade, as greves destes e daqueles, etc. No caso da PT parece-me que os dois se esqueceram de que a existência da golden-share é da própria génese da PT, ou seja, quando a companhia foi criada com a respetiva abertura ao capital privado esta golden-share já existia e todos sabem porquê. Logo, não existe aqui uma questão de justiça ou direito, não há regras que mudam a meio do jogo, todos os acionistas sabem ou deviam saber que assim era.

O João tem manifestado várias vezes ser um grande homem. Nem sempre estamos de acordo mas é sobretudo um homem sensato de uma grande cultura que tenho aprendido a admirar. Não deixou de me surpreender hoje, a expressão da sua opinião acerca da privatização dos serviços públicos com a qual aliás, estou plenamente de acordo. Reparem que a minha surpresa não tem que ver com a opinião em si. Ela tem que ver com o facto de vozes assim serem muito raras nos meios de comunicação nacionais. Elas são abafadas a cada segunda vez e revela uma grande coragem da parte do João. Numa altura em que atravessamos uma das maiores crises económicas e, sem dúvida futuramente sociais, de que há memória, provocada precisamente pela ganância dos grandes grupos financeiros internacionais que atuam especulativamente nas bolsas. E que com a ajuda dos governos nacionais, que rebuscam míseros tostões nos bolsos de quem trabalha e menos tem, para alimentar essa pirâmide (pirâmide de pirâmide = negócio ilegal) enorme em que se tornou esta vaga neoliberal desfazendo as economias reais de todos os países. Contra o seguidismo em que se tornaram os meios de comunicação em Portugal, é  bom ouvir alguém com coragem para dizer que acha que não devia ser assim.  Parabéns!

tonho


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