Pesquisar neste blogue

terça-feira, 10 de junho de 2014

A situação política atual

A situação política atual é o resultado do pequeno-(neo)burguesismo a que as pessoas de esquerda se encostaram desde a revolução dos cravos. A grande campanha antirrevolucionária liderada por Mário Soares, suportada pelos Estados Unidos e encomendada por Frank Carlucci atirou o país para esta situação onde defender quem trabalha e lutar por direitos é coisa medieval. O PS deixou-se disso há muito tempo. Defende um "Socialismo moderno" "Socialismo em Liberdade" e nem se importa mesmo de se afirmar Social-democrata. A realidade é que o Bloco de esquerda aparece também desta "evolução", os partidos da esquerda revolucionária deram lugar a um movimento que abdicava da reivindicação para poder integrar o sistema. Os altos e baixos da sua popularidade são reflexo exatamente das curvas e desvios para albergar o eleitorado que em teoria daria ao Bloco a hipótese de chegar à zona de governação se nessa altura o PS não tivesse tido maioria absoluta.

Na minha modesta opinião, a esquerda só será alternativa, ou antes, isto só tem alternativa quando assumirmos todos que sem reação voltaremos de novo ao liberalismo de há dois séculos onde o trabalho não era regulado e o direito de quem trabalhava era apenas trabalhar. A luta de classes está aí mais presente que nunca. Quem pensava que podia passar ao lado da reivindicação só porque conseguiu comprar um carro e uma casa a prestações, bem pode começar a dar corda aos sapatos. Era sabido que o abrandamento da luta levaria a esta situação que tem tido como combustível a colaboração pouco da UGT.

Em boa verdade não fosse a coerência e tenacidade do PCP e da CGTP e a situação estaria nos dias de hoje bem pior.

João Castro

Sem comentários:

Enviar um comentário

Despedimentos nos bancos

  Esquerda | Bancários ameaçam com greve geral contra despedimento coletivo no Santander Quando a conversa é sobre despedimentos roem-me os ...