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sábado, 19 de julho de 2014

Contra a alternância


http://www.esquerda.net/opiniao/contra-alternancia/33461

Nem Seguro é homem para fazer a rotura, nem o PS alguma vez deixará que isso aconteça, como se prova com a antecipação de Costa, não vá o diabo tecê-las. A questão afinal está do lado do eleitorado do PS que na sua grande maioria, convencido que vota nos valores de Abril não faz mais do que alimentar esta máquina destruidora da democracia que há mais de trinta anos rouba os sonhos de quem trabalha. A máquina política do PS é de longe aquela que mais tem beneficiado deste desvario. Ao contrário de qualquer outra força política onde de tempos a tempos existem fissuras mais ou menos importantes refletindo as diferentes sensibilidades, normais em agrupamentos elevados, o PS tem sido o aglutinador de todas as fissuras, à sua esquerda e à sua direita já que, sem rumo próprio vai na onda, acomodando-se aqui e ali submetendo-se sempre ao poder vigente, o do grande capital. Como é que a esquerda pode sequer pensar em desviar o PS deste rumo, se isso representaria o fim do seu próprio sustento. O PS em termos políticos não é reciclável. De João Cravinho a Ferro Rodrigues, na hora da verdade não vacilam em dar o seu apoio às políticas que nos têm trazido até aqui. Não me lembro de alguma vez, algumas das vozes que de tempos a outros parecem ser discordantes com o caminho que o PS tem optado para o país, virem sequer a ameaçar com cissões. Se alguma vez alguém no PS tiver a coragem de o fazer, poderá então contar com toda a esquerda para políticas alternativas. E isso sim, seria um grande favor à democracia.

João Castro

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