Morreu Diego Armando Maradona. Também eu sou um admirador confesso daquilo que foi Maradona. Num dia “sem” COVID-19 todas as estações nacionais e internacionais dedicaram longos períodos, ao longo de todo o dia, ao falecimento do astro argentino e não há capa de jornal de hoje que não exalte o génio.
Rever vídeos de Maradona é sempre uma boa forma de passar o tempo relembrando o futebolista excepcional que foi, mas lembrando também o seu lado de pessoa do povo. A maneira como a sua morte toca os argentinos diz muito da maneira como viveu com eles. Maradona era realmente alguém do povo. O anti-vedeta tinha uma relação de muita proximidade com todos, era possuidor de preocupação social que não tem igual em todos os futebolistas de renome pelo mundo fora. Sim ele também assinava camisolas para leilões solidários, mas Maradona denunciava publicamente a miséria dos seus conterrâneos, sem ser eloquente no discurso era incisivo tal como as suas jogadas. Esse lado da vida do jogador raramente foi explorado pela comunicação social e a proximidade que nunca escondeu aos líderes, de esquerda, sul-americanos quando era notícia era apresentada no contexto das suas maiores fraquezas, era aí que se lembravam que Maradona vivia desregradamente e era viciado em substâncias ilícitas e ávido consumidor de álcool.
Hasta la Victoria, Siempre!
tonho
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